"As emoções são respostas espontâneas aos acontecimentos e são uma dádiva de Deus. Uma pessoa percebe um acontecimento de determinada maneira, suscitando uma emoção que produz uma dentre pelo menos três reações: essa pessoa permite que a emoção se intensifique tornando-se destrutiva para ela e para outros; nega a validade da emoção; ou direciona a emoção de forma apropriada e saudável de acordo com a situação. As emoções, em si mesmas, não são boas nem más. O problema é o tipo de pensamento e comportamento que elas produzem.
Uma vez que não são espontâneas, as emoções não duram muito tempo a menos que sejam alimentadas pela mente e pela vontade. São como uma luz de aviso que serve para nos lembrar de reexaminar nossos pensamentos. Assim, Paulo não condena a ira (emoção indicativa de que um limite foi desrespeitado); antes, pedem para os cristãos tratarem dela sem demora. Combinada com a mágoa e a vergonha, a ira pode se transformar em amargura e proporcionar um terreno fértil para outras tentações (Ef 4.26-27, 31; Hb 12.15).
Quando uma pessoa sente vergonha de suas próprias reações emocionais, como medo ou ira, sua tendência é procurar se protegerimpedindo que essas reações cheguem ao nível consciente. Esse mecanismo a torna incapaz de expressar suas emoções de maneira saudável e, uma vez que elas são inter relacionadas, a negação de emoções dolorosas exige que as agradáveis também sejam reprimidas. O resultado, com frequência, é um torpor emocional.
As Escrituras nos incentivam a identificar nossas emoções (Sl 13.1-3; 77.1-6) e aprender a canalizá-las em comportamentos positivos. Quando memórias dolorosas surgem, podemos apresentá-las a Deus pedindo cura e restauração, permitindo que ele remova qualquer vergonha que tenha sido associada a essas lembranças".
Texto tirado da Bíblia da Mulher